Em 16 de outubro de 2004, Lionel Messi entrou em campo pela primeira vez como profissional do Barcelona, substituindo o meio-campista Deco aos 82 minutos de uma vitória por 1 a 0 sobre o Espanyol, pelo Campeonato Espanhol. O argentino tinha 17 anos, 3 meses e 22 dias. Mais de duas décadas depois, com Messi ainda em atividade pelo Inter Miami aos 39 anos, vale olhar para onde foram parar os companheiros que dividiram gramado com ele naquela tarde histórica.
A trajetória de Messi e o legado no Barcelona
Ninguém imaginava, naquele outubro de 2004, que aquela breve aparição marcaria o início de uma das maiores carreiras da história do futebol. Messi disputou 778 partidas pelo Barcelona, marcou 672 gols e conquistou 35 títulos antes de se transferir para o PSG em 2021. Oito vezes vencedor da Bola de Ouro, segue em campo pelo Inter Miami, na Major League Soccer, mantendo um nível competitivo raro para sua idade.
De companheiros a dirigentes e técnicos
Curiosamente, foi justamente Deco quem cedeu seu lugar a Messi naquele dia. O ex-meia português retornou ao Camp Nou em 2023, agora como Diretor de Futebol do Barcelona, envolvido no planejamento de transferências e na montagem do elenco do clube catalão.
Outro nome que voltou à Catalunha foi Juliano Belletti, autor do gol da vitória na final da Liga dos Campeões de 2006. O ex-lateral brasileiro comanda hoje o Barça Athletic, time B do clube, e teve seu contrato renovado até junho de 2026.
No cenário das seleções, Rafael Márquez assumiu o comando do México em julho, no lugar de Javier Aguirre, com a missão de preparar a equipe para a Copa do Mundo de 2030. Já Xavi Hernández deu um passo relevante na carreira ao ser anunciado técnico da seleção da Holanda em agosto de 2026, com vínculo até o Mundial de 2030. O posto, no entanto, não ficou livre por acaso: Giovanni van Bronckhorst, que havia liderado o Feyenoord ao título nacional em 2017, retornou ao clube holandês em junho.
Dirigentes, ativismo e reviravoltas fora dos gramados
Nem todos seguiram para os bancos de reservas. Samuel Eto'o preside a Federação Camaronesa de Futebol desde 2021, tendo sido reeleito no cargo em novembro de 2025. Andrés Iniesta, por sua vez, migrou para um universo esportivo diferente: aposentado desde 2024, o espanhol passará a atuar na gestão da equipe de ciclismo NSN Cycling, por meio de uma empresa que cofundou e que estreará no World Tour em 2026.
A trajetória de Ronaldinho Gaúcho, símbolo daquela geração, teve momentos conturbados. O ex-atacante brasileiro foi preso no Paraguai em 2020 por uso de documentos falsos, cumprindo mais de um mês de detenção antes de passar para prisão domiciliar. Desde então, segue presente em eventos ligados ao futebol e ações promocionais.
Outros escolheram caminhos mais discretos ou engajados. Oleguer Presas tornou-se conhecido por seu ativismo social e apoio ao movimento independentista catalão, enquanto Carles Puyol, ex-capitão e ídolo da torcida, optou por uma vida mais reservada após pendurar as chuteiras em 2014. Victor Valdés tentou a carreira de treinador, incluindo passagem pelas categorias de base do Barcelona, mas sem repetir o impacto que teve como goleiro. Henrik Larsson também retornou ao Camp Nou, como auxiliar técnico de Ronald Koeman, função que já deixou.
- Deco: Diretor de Futebol do Barcelona desde 2023
- Juliano Belletti: técnico do Barça Athletic, contrato até 2026
- Rafael Márquez: técnico da seleção mexicana desde julho
- Xavi Hernández: técnico da Holanda a partir de agosto de 2026
- Samuel Eto'o: presidente da Federação Camaronesa de Futebol
- Andrés Iniesta: gestor de equipe de ciclismo a partir de 2026
Duas décadas de histórias distintas confirmam como aquele jogo contra o Espanyol, hoje lembrado apenas pela estreia de Messi, reunia em campo um grupo de jogadores que, cada um a seu modo, continuou deixando marcas no futebol muito depois de pendurar as chuteiras.