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Mekies Renova com Red Bull em Dia de Novidades na F1

Mekies Renova com Red Bull em Dia de Novidades na F1

A Fórmula 1 viveu uma quarta-feira (14) movimentada, com três frentes distintas ganhando espaço simultaneamente. A Red Bull confirmou a extensão de contrato de Laurent Mekies até 2031, a FIA avançou em um plano para fechar uma brecha técnica explorada por Red Bull e Audi, e Franco Colapinto decidiu romper o silêncio para pedir que sua torcida pare de atacar outros pilotos e profissionais da categoria.

Red Bull aposta na continuidade com Mekies

A equipe austríaca anunciou a renovação do vínculo com Laurent Mekies até o fim da temporada 2031. O francês assumiu o comando da Red Bull em julho de 2025, após a saída de Christian Horner, e desde então vem conduzindo um período de reorganização técnica e esportiva. O anúncio chega em um momento favorável: Max Verstappen venceu consecutivamente os GPs da Malásia e de Singapura, resultado que devolveu à equipe protagonismo na briga pelo Mundial de Construtores.

Atualmente, a Red Bull ocupa a quarta posição entre as construtoras, a apenas sete pontos da McLaren, terceira colocada. Verstappen também está em quarto no campeonato de pilotos, envolvido em disputa direta pelas posições logo atrás do líder Andrea Kimi Antonelli. A permanência de Mekies acompanha os contratos já renovados com Verstappen, vinculado até 2030, e com Isack Hadjar, reforçando a intenção da equipe de manter uma base estável para seguir evoluindo sob o regulamento técnico implantado em 2026.

Em comunicado, Mekies destacou o momento. "Estou incrivelmente orgulhoso por continuar essa jornada com a Red Bull. Gostaria de agradecer a Chalerm, Mark e Oliver, além de toda a equipe, e a todos os envolvidos pela confiança que depositaram no projeto. O que torna esse time especial é o jeito que todos se juntam em busca de um mesmo objetivo, e me sinto privilegiado por trabalhar com um grupo tão talentoso e comprometido todos os dias", disse o dirigente, que já havia passado por Ferrari e Racing Bulls antes de chegar à Red Bull.

FIA mira brecha usada por Red Bull e Audi

Paralelamente, a FIA estuda uma mudança no regulamento técnico de 2027 para eliminar uma solução aerodinâmica que vem sendo explorada pela Red Bull e reproduzida pela Audi nesta temporada. O recurso está relacionado ao suporte do assoalho na parte inferior dos sidepods, elemento que permite criar uma borda mais agressiva na carroceria e, com isso, influenciar o comportamento aerodinâmico do carro.

Segundo informações da publicação britânica Autosport, a proposta em análise prevê limitar a dimensão desse suporte a 5 milímetros, o que inviabilizaria o uso do recurso nas condições atuais. Como a mudança está prevista apenas para 2027, Red Bull e Audi não devem perder de imediato o ganho de desempenho obtido em 2026. Ainda assim, o episódio ilustra um padrão recorrente na categoria: equipes buscando interpretações favoráveis das regras em uma temporada marcada por transformações profundas na aerodinâmica e nas unidades de potência.

Colapinto pede fim dos ataques de sua torcida

Fora das pistas, Franco Colapinto usou as redes sociais para fazer um apelo direto aos seus torcedores. Em vídeo publicado nesta quarta-feira, o piloto argentino da Alpine pediu que parte de sua base de fãs interrompa os ataques direcionados a outros pilotos e a integrantes da própria equipe, afirmando que esse comportamento prejudica sua imagem e pode comprometer seu futuro na Fórmula 1.

A manifestação surge após uma sequência de episódios de hostilidade que se intensificaram depois do acidente no GP do Azerbaijão, quando Colapinto atingiu o companheiro de equipe Pierre Gasly durante uma relargada e também provocou o abandono de Lando Norris. Na ocasião, o britânico defendeu publicamente uma punição mais rigorosa ao argentino, declaração pela qual depois pediu desculpas. A repercussão, no entanto, já havia motivado torcedores de Colapinto a atacarem Norris e outras pessoas envolvidas na polêmica.

No vídeo, Colapinto foi direto. "Há momentos em que passamos dos limites. Em vez de me apoiar, acabamos criticando e atacando outros pilotos, outros colegas, meus companheiros de equipe, meus mecânicos, meus engenheiros, pessoas com quem trabalho todos os dias", declarou. O piloto fez questão de separar o apoio esportivo legítimo de condutas que extrapolam os limites da rivalidade esportiva, destacando a preocupação com o impacto de ameaças e mensagens ofensivas sobre profissionais da categoria.

"Sei que vocês pensam que estão me defendendo, mas estão provocando o contrário. Não ajudam nem a mim nem ao meu futuro", completou o argentino, em um recado que evidencia os desafios crescentes de pilotos que lidam com torcidas passionais em um ambiente cada vez mais exposto nas redes sociais.