Marcelo Melo

Melo e Zverev caem logo na estreia em Xangai nos tie-breaks

Melo e Zverev caem logo na estreia em Xangai nos tie-breaks

Marcelo Melo estreou com derrota no Masters 1000 de Xangai, na China, neste sábado (10). Ao lado do alemão Alexander Zverev, o mineiro perdeu para o holandês Sander Arends e o britânico Luke Johnson por 2 sets a 0, com duplo 7/6 (7-5), em uma partida de 1h49min decidida nos mínimos detalhes.

Jogo equilibrado até o fim

A parceria não resistiu a uma rodada marcada por oscilações. Nos dois sets, Melo e Zverev abriram vantagem com quebras de saque logo no início, mas viram os adversários reagirem e igualizar o placar em seguida. Sem novas quebras, as duas parciais foram decididas no tie-break - no segundo deles, a dupla brasileiro-alemã chegou a ter um set point no décimo game, mas Arends e Johnson salvaram e fecharam o confronto.

"Não deu para nós aqui. Um jogo difícil de ter perdido. Tivemos chances. Primeiro set com break acima, segundo set com break acima também. Hoje, eu diria que foi diferente da última rodada, em Pequim, em que os adversários realmente jogaram melhor", avaliou Melo, que conta com patrocínio de Centauro e BMG e apoio de Volvo, Head e Asics.

"Acho até que jogamos melhor, mas acabamos vacilando em alguns momentos importantes, ou para concluir o segundo set, ou até mesmo para continuar na frente. Mas, enfim, é seguir agora, treinando para o próximo torneio, em Bruxelas, com o John-Patrick Smith", completou o tenista mineiro.

Fim de gira asiática e sequência na Europa

Xangai foi o terceiro torneio de Melo na temporada asiática e o segundo ao lado de Zverev, atual número 2 do mundo em simples. Antes, a dupla havia disputado o ATP 500 de Pequim, onde chegou às quartas de final - mesma fase alcançada por Melo no ATP 250 de Chengdu, ao lado do norte-americano Ryan Seggerman. Encerrada a passagem pela Ásia, o brasileiro segue agora para a Europa, onde vai disputar o ATP 250 de Bruxelas, na Bélgica, a partir do dia 19 deste mês, formando dupla com o australiano John-Patrick Smith.

Esta foi a 12ª participação de Melo no torneio chinês, onde o mineiro construiu uma das histórias mais vitoriosas de sua carreira: três títulos (2013, ao lado do croata Ivan Dodig; 2015, com o sul-africano Raven Klaasen; e 2018, com o polonês Lukasz Kubot) e dois vice-campeonatos (2017 e 2019, ambos também com Kubot).

Uma carreira de recordes

Aos 42 anos, Melo vive sua 20ª temporada no circuito profissional, somando 678 vitórias em 1.155 partidas disputadas. Ocupa atualmente a 55ª posição do ranking de duplas da ATP, com 1.540 pontos. Os números colocam o mineiro como o duplista brasileiro mais vitorioso da história, com 42 títulos conquistados - entre eles dois Grand Slams (Roland Garros, em 2015, e Wimbledon, em 2017) e nove troféus de Masters 1000, recorde também entre os brasileiros nessa categoria.

Melo é o único brasileiro a ter sido número 1 do mundo em duplas, posição que ocupou por 56 semanas, e permaneceu entre os dez melhores do ranking por oito temporadas seguidas. É também o recordista nacional em participações de Grand Slam, com 76 edições disputadas, e em presenças no ATP Finals, torneio que encadeou por oito anos consecutivos até 2020.

  • 600ª vitória na carreira: estreia em Roland Garros 2023
  • Primeiro duplista em atividade a atingir 1.000 jogos disputados, marca alcançada em Atlanta 2023
  • 500ª vitória: estreia no ATP 500 de Washington, em 2019
  • Primeiro título ATP: Estoril, em Portugal, 2007

Com a temporada seguindo rumo à Europa, Melo mantém o ritmo de quem já viu de tudo no circuito, mas segue em busca de reforçar ainda mais uma trajetória que já é a mais vitoriosa do tênis brasileiro em duplas.